“The Dome Project”


Entrevista com Thomas Murphy FRIAI, CEO da Murphy Inventions Limited e Marcus Andrey Vasconcelos, presidente do Instituto CO2 Zero.

Thomas Murphy FRIAI, Murphy Inventions Limited’s CEO

1. Por que esse tipo de estrutura é chamado Dome?

É chamado de DOME por causa de sua forma e propósito. As cúpulas são estruturas de grande extensão, econômicas e rápidas de estabelecer. Elas abrangem uma grande zona ambiental e, por meio desta forma, assegurarão que a grande maioria do metano e do CO2 produzidos pelos ruminantes por meio do arroto e flatulência possam ser capturados e coletados no ponto mais alto. O teor de metano no ar ao nível do solo é de 2%, mas à medida que o ar exalado aquecido sobe, sua concentração de metano enriquece e essa mistura será mais fácil de separar dos gases do ar e do CO2. A forma da cúpula é deliberada - sua área de superfície inferior é maior para facilitar a troca de ar fresco, garantindo a aderência dos ciclos de ar necessários. A forma do Dome tem muitos benefícios aprimorados em relação à agricultura interna convencional relevante para a pecuária, distribuição de ração, monitoramento e qualidade dos produtos.

2. Há quanto tempo você estuda a técnica de captura do CO2 e do CH4?

Nós começamos o projeto em novembro de 2008. A MIL está tentando fornecer uma plataforma ainda melhor para a captura de metano no Dome. A ciência da extração de metano precisa estar sempre atualizada e ter o envolvimento de grandes empresas em todo o mundo, antes que a mudança climática saia do controle. O Dome está em estágios de viabilidade e se preparando para o desenvolvimento de protótipos.

3. Em que países a técnica já é usada? Quais são os resultados?

O Dome é inovador para o uso da captura de metano. Não há exemplos conhecidos de extração de metano no ar atualmente. Nós não temos escolha, uma solução deve ser encontrada, seja qual for o custo inicial. O exemplo atual mais próximo são os Biodomes (Glass House Spheroids), onde as plantas são efetivamente mantidas em temperaturas ótimas, reduzindo as necessidades de água, enquanto aumentam o rendimento das culturas.
O Ruminant Dome da MIL fornecerá o melhor ambiente para os ruminantes, alimentá-los adequadamente, remover e tratar seus resíduos de maneira sustentável, reduzir antibióticos desnecessários e capturar o metano e CO2 transportados pelo ar. As cúpulas garantirão a liberação de até 2/3 do terreno para tipos alternativos de agricultura e propósitos.
Este será um "salto gigante" para a agricultura globalmente.

4. Qual a sua opinião sobre as parcerias entre empresas brasileiras que são promovidas pela Low Carbon Brazil?

Empresas brasileiras, a partir de nossa experiência, estão mais dispostas a trabalhar juntas para a melhoria do planeta. Esta é uma oportunidade fantástica para desenvolver oportunidades de negócios mútuos em ambos os lados do Oceano Atlântico. As empresas brasileiras, com as quais nos associamos para desenvolver este projeto, são altamente competentes em seus conhecimentos específicos, e são as mais adequadas para liderar este projeto extremamente sustentável. Eles enxergam os conceitos levantados no Low Carbon Brazil como abertura do mundo para o Brasil. O Brasil tem 230 milhões de ruminantes; se eles atingirem seus objetivos entusiasmados, o Brasil pode liderar o mundo em desenvolvimentos tecnológicos sustentáveis de baixo carbono no futuro.



Marcus Andrey Vasconcellos, Presidente do Instituto CO2 Zero

1. Por que o “The Dome” se mostrou eficaz para realidade brasileira?

O Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo de gado leiteiro e o The Dome se aplicará como uma luva, pois além de captar e envazar (colocar em botijas) o gás metano e o CO2, devido a ruminação do animal gerar até 80% a mais destes tipos de gases do que no estrume, ainda vai gerar energia elétrica para as fazendas que para este tipo de confinamento tem um alto custo com a energia. Devido o conforto térmico proporcionado aos animais com esta nova tecnologia, a produtividade de leite também aumenta significativamente.

2. Como o Instituto CO2 Zero irá atuar no projeto?

O papel do Instituto CO2 Zero é mapear as fazendas produtoras de leite, apresentar a tecnologia, desenvolver em cooperação com a equipe técnica da Muphy Inventions os projetos básicos/executivos e ao final desenvolver o projeto de MDL/S - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo/Sustentável para geração dos créditos de carbono.

3. Vocês têm outro projeto selecionado no Low Carbon Brazil? Como enxergam essa iniciativa da União Europeia?

O Instituto CO2 Zero tem outro projeto selecionado no programa também com uma nova tecnologia na área de energia renovável com a empresa Solery da Búlgaria que trará ao Brasil a tecnologia de energia termovoltaica que além de gerar energia também aquece água no mesmo sistema e tem muitas aplicações que vão desde residências, até indústrias como a têxtil que necessita de água quente para o tingimento dos tecidos, desta forma cremos que será um grande sucesso.



Programas de parceiros da UE